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19 vezes Flamengo

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Maior contratação brasileira em 2011 e estrela do Flamengo na conquista do título da Taça Guanabara, Ronaldinho Gaúcho tem um começo de ano perfeito na Gavéa, mas não foi fácil. Foi sofrido e suado. O Boavista valorizou o quanto pôde. Mas novamente, numa decisão entre favorito e azarão, prevaleceu no futebol carioca a tradição. O Flamengo venceu a decisão da Taça Guanabara, num Engenhão lotado, com 41.708 torcedores presentes, e garantiu lugar na final do Campeonato Carioca 2011. Para a festa ser completa e o carnaval começar com uma semana de antecedência, o gol do título e da vitória por 1 a 0 foi do craque Ronaldinho Gaúcho. Numa cobrança de falta com a categoria que sempre marcou seu estilo, ele balançou a rede e tirou o time do sufoco. Porque até aquele momento o jogo estava bastante difícil para os rubro-negros.

O jogo começou com uma surpresa: a entrada de Botinelli no meio-campo, deslocando Ronaldinho para o ataque no lugar de Deivid, barrado. A ideia, segundo Vanderlei Luxemburgo, era usar três meias - Thiago Neves, Renato e Bottinelli - para municiar Ronaldinho.

O Flamengo começou a partida com mais volume de jogo. E empurrava o Boavista para sua defesa. Mas Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves não encontravam espaço e pareciam sem inspiração. O primeiro lance de perigo aconteceu aos 6 minutos, em cruzamento de Egídio, mas a zaga cortou. Outro bom lance foi aos 11 minutos de jogo, quando Thiago Neves cabeceou para defesa do goleiro Thiago. Aos 15, Léo Moura recebeu sozinho na área, mas chutou à esquerda do gol.


Com muitos passes errados, a estratégia de Luxemburgo não estava dando certo, enquanto o Boa Vista esperava o Flamengo em seu campo de defesa, para fazer o contra-ataque, o que tornava o jogo chato. Se o Flamengo melhorava o seu toque de bola, o Boavista não conseguia puxar os contra-ataques. Renato era eficiente no primeiro combate, e Willans e Maldonado marcavam em cima Tony e Leandro Chaves, os armadores da equipe da Região dos Lagos. Com isso, Frontini não conseguia ser acionado.

Aos 34, a torcida rubro-negra começou a vaiar e a pedir Negueba. Aos 39, o último bom momento do Fla na etapa inicial: Egídio cruzou na área e o goleiro Thiago se esticou para desviar a bola antes de Thiago Neves.

Debaixo de uma temperatura de 42°, os dois times foram sentindo o cansaço e caindo de ritmo. Ronaldinho, bem marcado pelos zagueiros, não conseguia se movimentar e explorar os cantos do campo. Botinelli, claramente sem ritmo de jogo, não produzia muito e Thiago Neves pecava em não tocar a bola.

No segundo tempo, Vanderlei atendeu aos pedidos da torcida e colocou Negueba em campo, no lugar de Botinelli, enquanto o Boa Vista voltava com um esquema mais ofensivo. Ainda sem funcionar as jogadas, Luxemburgo sacou Egídio e pôs em campo Diego Maurício, recuando Renato para a lateral esquerda, mas o time continuava sem criar jogadas, irritando ao técnico e à torcida.

Aos 25 minutos da etapa final, após tabelar no ataque, Thiago Neves sofreu falta dura de Edu Pina na entrada da área. Ronaldinho ajeita a bola e cobra a falta perfeitamente, no canto esquerdo de Tiago, que nada pôde fazer. Um gol que faz o camisa 10 de hoje, lembrar o maior camisa 10 da história do clube. A torcida do Flamengo passou então a gritar "mais um, mais um", pedindo o gol que tranquilizasse de vez o time. Aos 31, Léo Moura deu uma arrancada pela direita, em contra-ataque veloz, mas perdeu a chance de atender o pedido dos torcedores. Ele segurou demais a bola e acabou desarmado. Nada que estragasse a festa e o carnaval antecipado em vermelho e preto. Ronaldinho Gaúcho, que está pronto para cair na folia, cumpriu o dever de casa e agora pode se divertir à vontade. Ele e toda a Nação Rubro-Negra.

Após o apito final, Ronaldinho ergueu a Taça Guanabara, repetindo o feito de outros 18 capitães do Flamengo. Com o título do primeiro turno do Campeonato Carioca, o Flamengo garante a presença na final do campeonato.

Relação custo benefício: D2 x Império do Amor

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Deivid e Diogo chegaram com a bênção de Zico, o Deus da Gávea. Na sua apresentação no salão nobre da Gávea, eles receberam um belo passe de Zico - diretor de futebol do Flamengo, na época - e tinham tudo para marcar um belo golaço. "A bola está com vocês", disse Zico. Finalmente o Flamengo tinha achado o substituto para o tão badalado "Império do Amor", tinha ínicio o "ataque D2".

Porém, as coisas não fluiram como o esperado. Há 2 meses no clube, Deivid e Diogo não tiveram nem 1/4 do aproveitamento do Império do Amor.
Os motivos? Os dois culpam os anos passados na Europa, a má condição física, a falta de ritmo de jogo e principalmente a pressão por chegarem à Gávea em um momento de crise.

O custo benefício do ataque D2 é muito baixo, se comparado ao que Vagner Love e Adriano ganhavam. Enquanto o Imperio do Amor custava R$625mil mensais aos cofres rubro-negros, Deivid e Diogo totalizam R$928mil por mês.
R$300mil de diferença nada compensados em campo. Juntos, Adriano e Vágner Love marcaram 38 gols em 47 jogos pelo Flamengo em 2010, um aproveitamento de 80%. Já Deivid e Diogo, fizeram apenas 5 gols em 29 jogos, um mísero aproveitamento de 17%.
Os números não me deixam mentir. O ataque D2, pelo menos por enquanto, não se adaptou à Gávea.

Esperemos, amigos flamenguistas, que o ano de 2011 seja mais proveitoso para o ataque rubro-negro, para assim, coroarmos mais um ano com títulos.


Dados*:

Adriano

Jogos em 2009: 30
Gols: 19
Jogos em 2010: 18
Gols: 15

Vagner Love
Jogos em 2010: 29
Gols: 23

Diogo
Jogos em 2010: 14
Gols: 1

Deivid
Jogos em 2010: 15
Gols: 4


*fonte: Globo Esporte